Ministro da Indústria, Marcos Pereira, pede demissão do cargo

Ministro da Indústria, Marcos Pereira, pede demissão do cargo


O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, pediu demissão do cargo nesta quarta-feira alegando precisar cuidar de questões partidárias e de sua própria candidatura ao Congresso este ano.

O próprio ministro publicou a carta de demissão em sua página no Facebook, depois de um encontro com o presidente Michel Temer na hora do almoço.

De acordo com uma fonte palaciana, Pereira alegou que precisa reestruturar seu partido, o PRB, para as eleições de outubro. Além disso, como ele mesmo será candidato, não teria como cuidar das duas coisas ao mesmo tempo.

"Agradeço imensamente a confiança e fico lisonjeado pelo convite para continuar no cargo até 31 de dezembro, porém preciso deixar o ministério para poder me dedicar a questões pessoais e partidárias", escreveu Pereira na carta entregue a Temer.

Esse é o segundo ministro que pede demissão em uma semana. No dia 27 de dezembro, Ronaldo Nogueira deixou o Ministério do Trabalho e o Planalto negocia uma nova indicação do PTB ao cargo, depois de vetar o nome do deputado Pedro Fernandes (MA) por ter ligações com o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), opositor de Temer.

Marcos Pereira durante entrevista à Reuters em Brasília© REUTERS/Adriano Machado Marcos Pereira durante entrevista à Reuters em Brasília

Depois de ensaiar uma reforma ministerial logo depois da votação da segunda denúncia criminal de que foi alvo pela Câmara, Temer desistiu e tentou empurrar as mudanças, inevitáveis com a desincompatibilização dos ministros que serão candidatos em 2018.

A saída de Nogueira e Pereira precipita a rearrumação do governo, mas dificulta a vida de Temer. O Planalto mantém que, no caso do Ministério do Trabalho, a vaga continuará nas mãos da bancada da Câmara do PTB. No entanto, apenas três deputados - um deles Fernandes - não serão candidatos em outubro.

Os demais são Sergio Moraes (RS) e Josué Bengston (PA), que devem ser os nomes levados nesta quarta a Temer pelo presidente do partido, Roberto Jefferson.

Para o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços ainda não está definido o que poderá ser feito.

 
Por Lisandra Paraguassu